OS PAPÉIS PERDIDOS DE CATATAU VINCENNES

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Chegou-me enfim, na semana passada, pela via do serviço nacional de Correios, os CTT – Correios Todo o Terreno, o volume há muito iminente nas Letras portuguesas – e nas Artes, porque não dizê-lo… – Os Papéis Perdidos de Catatau Vincennes, remetido por sua filha, Manga Vincennes. Darei conta, em futuro Bilhete de Novas, da impressão que ao meu espírito causou este novo livro do eminente pensador Catatau Vincennes. Por agora, refiro apenas que tem Prefácio escrito pelo exigentíssimo poeta e crítico literário brasileiro Olegário Lapin-Coelho – recebi dele, por estes dias, um bilhete postal remetido de Chernobyl, onde está a participar num congresso internacional de crítica literária pós-contemporânea e apocalíptica, facto do qual também darei notícia aos interessados leitores deste vazadouro literário, até porque a minha modestíssima colaboração foi solicitada pelo organizador, Vladimiro Nunes, o Martelo Vermelho – ao qual se segue um notável estudo assinado pelo crítico e professor luso-americano E. Ross Fartwell, intitulado Catatau Vincennes: um Colosso Desconhecido, e uma série de contribuições testemunhais debaixo da designação Catatau e os Outros: na Beligerância dos Afestos, testemunhos. A estas introduções sucedem-se, então, os Papéis Perdidos propriamente ditos, organizados por Manga Vincennes e pelo crítico de arte A. Matos Cachaço, distribuídos por vários capítulos temáticos. A designação do primeiro capítulo não oferecerá equívocos ao espírito perscrutador dos leitores: Lírica da Mocidade, composto por certa de três centenas de poemas escritos até ao início da idade adulta, e caracterizados por um lirismo que não será demais qualificar como devastador. Daqui se passa para Sob o Jugo da Líbido, o segundo capítulo, onde encontramos, como o próprio nome indica, a poesia erótica, até agora desconhecida, de Catatau Vincennes. Os dois capítulos seguintes, o terceiro e quarto, aparecem ambos designados por Épica do Exílio, mas com os subtítulos, Papéis do Desespero, Lágrimas de Saudade e Papéis da Resitência, Gritos de Esperança, respectivamente, e concernem aos longos anos em que Catatau Vincennes deambulou pelo mundo, doloroso e pungente exílio motivado por uma gralha tipográfica no seu primeiro livro de poesia e que causou um escândalo involuntário na Lisboa de 1940. «Nem me deixaram ir a Belém», diz, ainda hoje, e com alguma graça, o eminente pensador, mas apenas no mais restrito círculo de amigos. Aquando do 25 de Abril de 1974, Catatau Vincennes já estava em Portugal há vários anos, mas a Revolução não lhe é indiferente e o capítulo quinto inclui os Papéis Perdidos escritos durante esse período até ao início dos anos Oitenta; intitula-se Sob a Égide da História: o PEREC de Catatau Vincennes. Esclareço os atentos leitores que as siglas significam Processo Erótico-Revolucionário Em Curso. Os três últimos capítulos, antes do incontornável Índice Analítico, seguem por esta ordem: Fenomenologia Craniana: os Bastidores do Pensamento de Catatau Vincennes – rascunhos do seu sistema filosófico – Um Grande Pincel: Catatau Artista – esboços constituídos por desenhos, aguarelas, colagens, etc. – e, enfim, Vária: Rascunhos e Lixo. Como supra refiro, darei em futuro Bilhete de Novas apropriada recensão das cerca de oitocentas páginas que compõem estes Papéis Perdidos de Catatau Vincennes, fora as ilustrações e as fotografias.

 

 

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